Sura 33 · Juz 21

Al-Ahzab · 33:4

مَا جَعَلَ اللَّهُ لِرَجُلٍ مِنْ قَلْبَيْنِ فِي جَوْفِهِ ۚ وَمَا جَعَلَ أَزْوَاجَكُمُ اللَّائِي تُظَاهِرُونَ مِنْهُنَّ أُمَّهَاتِكُمْ ۚ وَمَا جَعَلَ أَدْعِيَاءَكُمْ أَبْنَاءَكُمْ ۚ ذَٰلِكُمْ قَوْلُكُمْ بِأَفْوَاهِكُمْ ۖ وَاللَّهُ يَقُولُ الْحَقَّ وَهُوَ يَهْدِي السَّبِيلَ

Allah não fez em homem algum dois corações(1) em seu peito. E não fez de vossas mulheres, que repudiais(2), considerando-as proibidas como vossas mães. E não fez de vossos filhos adotivos(3) vossos filhos verdadeiros. Isto(4) é o dito de vossas bocas. E Allah diz a verdade, e Ele guia ao caminho reto.
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(1) Dois corações: duas atitudes contraditórias. Esta sura refuta a dúbia atitude dos hipócritas, que professam a crença e a descrença, concomitantemente. Em outras palavras, é inadmissível que coexistam, no coração, o certo e o errado. Assim, errado é divorciar-se de suas mulheres, com o pretexto de que são como suas mães; e errado é considerar o filho adotivo como filho legítimo, segundo o mesmo versículo. (2) Az-zihar, infinito de zahara, repudiar, de modo específico; derivado de zahr, costas: modalidade de repúdio conjugal, adotada pela comunidade árabe pré-islâmica, a qual consistia em o homem dizer à sua mulher que ela lhe era como as costas de sua própria mãe, o que valia dizer que ele e ela já não poderiam unir-se carnalmente. (3) Referência a Zaid Ibn Harithah, escravizado, ainda pequeno, por época do ataque de algumas tribos pré-islâmicas. Pertencia a Khadijah, primeira mulher do Profeta, a quem ela o doou. Com o advento do Islão e das leis de justiça social, que com ele chegaram, o pai de Zaid foi até o Profeta, para reivindicar-lhe o filho. O Profeta dirigiu-se, então, a Zaid e pediu- lhe que optasse por ele ou pelo pai legítimo. O rapaz decidiu-se por ficar com o Profeta, que, logo, o alforriou e o tomou, não mais por escravo, mas por filho adotivo. Desde então, ele passou a chamar-se Zaid Ibn Muhammad. Mas, o versículo veio para advertir Muhammad e os crentes de que o filho adotivo não é como o filho legítimo nem deve receber outro nome que o de sua família legítima. Segundo o Islão, a questão da adoção é antinatural, pois rompe o vínculo natural com a família de origem; obsta ao filho adotivo o acesso à herança, em a havendo, deixada pelos pais legítimos, e atenta contra a natureza, ameaçando a procriação, por induzir à adoção, e não à gestação natural. (4) Referência à questão dos filhos adotivos, já mencionada na nota anterior.

Tafsir

Não há tafsir no seu idioma. Este é o Al-Mukhtasar em inglês.

4. Just as Allah has not placed two hearts in the chest of any man, as some of them believe, likewise He did not make wives like mothers with respect to being forbidden to marry, and likewise He did not make claimed sons like biological sons, because thihar which is for a man to make his wife unlawful for himself, and likewise, claiming the children of others as one’s own are practices of ignorance which Islam has nullified. That making unlawful through thihar and taking as sons those whose fathers you are not is a statement you repeat with your mouths, which has no reality. The wife is not a mother nor is the claimed son rightfully for the claimant. And Allah says the truth so that His servants practice it, and He guides towards the path of truth.

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